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O estado meditativo e a alteração da consciência

Muito se fala sobre o estado que decorre da meditação. Aliás, esta é a maior de todas as confusões quando se conversa sobre esse assunto: confundir a técnica com o efeito. Sempre que nos encontramos antes, aqui nesta coluna, falei sobre os aspectos operacionais da meditação. Hoje, pela primeira vez, falaremos sobre o estado alterado de consciência que decorre do processo meditativo.

Ao se meditar, seguindo os preceitos operacionais adequados, instala-se um quadro de modificações corporais já bem descritas pela literatura médica. Diminui-se a freqüência cardíaca; reduz-se a frequência respiratória; relaxa-se a musculatura; diminui-se o metabolismo corpóreo (cai o gasto de energia do nosso corpo); alteram-se as ondas cerebrais; altera-se o funcionamento de algumas regiões do cérebro; e assim por diante.

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Por que as pessoas deixam de meditar?

Nas últimas décadas, a meditação vem deixando de ser uma prática estritamente ligada a correntes místico-filosóficas e, aos poucos, vem ganhando espaço também como método de apoio à saúde. Muitos estudos vêm considerando o uso da meditação para distúrbios de ansiedade, doenças cardiovasculares, quadros de dor crônica, problemas do sono, dentre várias outras situações em saúde. E isso, sem falar no seu enorme potencial como instrumento de saúde preventiva, sendo um método de boa eficácia, baixíssimo custo e quase que isento de efeitos colaterais.

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A respiração do meditador

A partir deste mês, começamos a apresentar os aspectos técnicos, propriamente ditos, da meditação. No mês passado, falamos, dentre outros,

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Meditação e Espiritualidade

Quando falo sobre meditação, sempre me perguntam se este método não teria, obrigatoriamente, alguma relação com espiritualidade. Sobre esse aspecto, estaremos conversando na coluna deste mês.
Meditação é sinônimo de espiritualidade? Para responder essa pergunta, costumo contar a história do sujeito que queria aprender a voar de asa delta, e começou a procurar algum local onde o aprendesse. Primeiro, se deparou com uma escola de pilotos, onde teria que aprender, antes, a pilotar aviões, planadores e todos os tipos de máquinas voadoras, no meio das quais teria a formação de vôo em asa delta. Depois, encontrou um clube de observadores de pássaros, que ensinava a usar binóculos, subir a mirantes, escalar montanhas, voar de asa delta, enfim, tudo que pudesse ajudar na observação de pássaros. Mais tarde, descobriu um clube de esportes radicais, que ensinava a saltar de pára-quedas, fazer “bungee jump” e, inclusive, a voar de asa delta. Mas não conseguiu encontrar ninguém que o ensinasse apenas a voar de asa delta! Ninguém se propunha a isso! Todos insistiam em oferecer um “pacotão”, no qual o treinamento de asa delta tinha que ser aceito como parte de um conjunto.

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Desacertos Conceituais em Meditação

Através dos anos, a meditação encontrou crescente espaço, bem além das correntes místico-filosóficas que a utilizam. Hoje, a meditação já é algo estudado no meio acadêmico, é empregada no meio empresarial e é discutida pela mídia. No entanto, vários mal-entendidos ainda persistem acerca deste método tão contemporâneo quanto milenar. Nesta nossa conversa, falaremos sobre estes aspectos ainda confusos, especialmente no seu terreno conceitual.
Sem dúvida, a primeira confusão começa com o próprio termo: “meditação”. Sabemos que, apesar da meditação não ser um apanágio de culturas orientais, foi principalmente através de correntes místico-filosóficas advindas do oriente que tivemos contato com a meditação. Eu fico imaginando quando alguns observadores viram, pela primeira vez, um budista ou um hindu meditando; quieto, imóvel, silencioso, respirando lentamente. Eles certamente não conseguiam entender o que aquele sujeito estaria exatamente fazendo. Não sabiam como descrever aquilo; não sabiam como explicar. Até que alguém talvez tenha dito: “…Eu só fico desta maneira quando estou quietinho, refletindo longamente sobre alguma coisa; quando estou meditando…”. Então, provavelmente daí surgiu a proposta do termo meditação, para designar aquele método que, na verdade, era bem diferente de “refletir longamente sobre algo”. Escolhemos esse termo para denominar algo para o qual ainda não existia uma expressão apropriada em nossa língua. O termo meditação foi, apenas, o melhor que se pode arrumar.

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O relaxamento da lógica

“Meditar é não pensar em nada”: eis, aqui, um dos maiores erros didáticos no ensino da meditação. Historicamente, esta frase permeou os centros de ensino e treinamento em meditação, campeou entre os textos de revistas e serviu até como alvo de piadas em torno de método. Certamente, muitas pessoas deixaram de praticar meditação e, consequentemente, deixaram de gozar de seus benefícios, por conta dessa frase, que assusta qualquer candidato a meditar.

Quando alguns instrutores falam em “não pensar em nada”, na verdade, estão falando naquilo que costumamos chamar de “relaxamento da lógica”, o tema da nossa coluna neste mês. Este termo foi proposto, pela primeira vez, por Craven, e adotado pelo nosso grupo (CRAVEN JL. [1989]. Meditation and psychotherapy. Canadian Journal of Psychiatry, 34, 648-53).

O relaxamento da lógica é, sem dúvida, o mais sutil dentre todos os aspectos da prática meditativa. Ele consistiria em, durante a prática, em “pretender não analisar” pensamentos ou

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